Letras

Letras tradicionais da aldeia:

Reis

Eu venho de la de baixo,
da terra do bom pastor,
venho pedir os reizinhos
á porta deste senhor.

Santos reis! Santos croados,
Vinde ver quem vos croou,
Foi Cristo rei da gloria
que a este mundo chegou

Que a este mundo chegou,
Somente para nos salvar
Saltaram montes e vales
E a Belém foram parar.

Quando a Belém chegaram
Já meia noite seria!
Porteiros aibram as portas
Porteiros á portaria.

Estas portas não se abrem
antes que não rompa o dia,
Foi S. José buscar lume,
So para a virgem Maria.

Quando s. José chegou
Já a virgem tinha parido
Pariu num triste palheiro
Onde só uma palha havia,

Lançou as mãos á cabeça
A uma toca que trazia,
Partiu em três pedaços
Menino que deus cobria.

Glória seja dada a deus
Paz na terra e alegria
Glória seja dada a deus
Filhos da virgem Maria

I

Viva lá senhor António

Botinhas de cabedal

Mal empregado senhor

Não ser rei de Portugal

Ii

Viva lá s. José

e os anos que deus quiser

viva também sua esposa

que deus lhe deu por mulher

iii

viva lá senhora Maria

entre os muros da cidade

os pobres correm a ela

é a mãe da caridade

iv

viva lá senhora Ana

raminho de amendoeira

as flores lhe vão caindo

sobre a sua cabeleira

v

de quem eram as luvas brancas

que apareceram nas urtigas

eram do menino Miguel

que gosta de raparigas

vi

viva lá menina Sandra

com os seus sapatos de renda

viva também seus padrinhos

que lhos compraram de encomenda

vii

que é isto que que é aquilo

que se sente no sobrado

é a menina Ana

com seus sapatos bordados

viii

de quem era o pente d´ouro

que estava no gabinete

era do menino moisés

que é um lindo ramalhete

“ caso demorem muito a atender”

Se nos tem de dar as janeiras

Não nos estejam a demorar

Nós somos de muito longe

Temos caminhos para andar

Se o presunto está rijo

e a faca não quer cortar

faça-lhe ferrum fum fum

nos beiços do alguidar

“Se por acaso estiverem em casa e não atenderem”

cerrão cerrão
deus lhe deite
a casa
ao chão

“ se forem recebidos no final”

vamos dar a despedida

da folhinha do arroz

já que fomos bem servidos

boa noite meus senhores

“No fim da despedia”

Desejamos sempre que em vossas casas
haja conforto e alegria
é um conjunto que se aproxima
hó ai
pra celebrarmos este dia

Ai não se esqueçam dos pobrezinhos
que se abeiram pelo natal
porque são festas de muito uso
na tradição do nosso portugal
do nosso portugal

Se Portugal é um jardim
(introdução- lá Laral á Lara lá Lara)
Se Portugal é um jardim,
em cada aldeia é um canteiro,
quer dizer ao mundo inteiro,
que nunca vi canteiro assim.

Jardim de encanto e Beleza,
qual é a tua flor mais bela,
é esta aldeia Portuguesa,
É sempre linda Nagozela.

Alegria cor e beleza,
das vindimas e desfolhadas
Ó linda aldeia portuguesa,
das catigas e desgarradas.

Por entre o lindo vale florido
corre a ribeira de mansinho,
dá á terra fertilidade,
criadora de pão e vinho.

A nossa terra entre os pinhais

A nossa terra entre os pinhais,
É um encanto junto das mais,
Tem lindos campos,
Frescos, regatos
Onde os pastores,
Vêm os seus retratos.

Nagosela encanta,
Nagozela seduz
E até o céu
Tem outra luz

Cantai moçoilas
Canções ligeiras,
Que as nossas penas,
Não são nossas companheiras
Cantar rapazes
Lindas canções
Para alegrar os corações

Nossa terra é Nagozela, juntinho á beira do Dão

Nossa terra é Nagozela,
juntinho á beira do Dão,
é o mimo dos pastores
um canteiro de flores
junto do meu coração

A belezas naturais,
Que a nossa vida encerra,
Tem perfume dos pinhais
Onde cantam os pardais
Beleza da nossa terra

Ó rio Dão tu não tens no mundo igual
O teu nome anda ligado
Ás belezas de Portugal

Em teu regaço
Junto do meu coração
Fica a aldeia de Nagozela
Predilecta da Nação

Ó Nagozela terra de Luz (marcha)

Ó Nagozela terra de Luz,
Tua beleza nos seduz
O lindo dão apaixonado
Reza baixinho
Uma oração

As tuas águas correm serenas,
Cantando triste as suas penas,
A murmurar canção cingela
Ele vai dizendo Nagozela.
Ó terra amada do coração,
Terra adorada do rio dão,
Tu tens a graça,
Tens a beleza.
Das terras lindas,
És princesa.

Tens cativantes
Em teu lovor
Dá nos agraça das tuas flores

Flores do dão de voz singela,
São lindas flores de Nagozela

Sempre a cantar as belezas desta terra
Linda terra mais bela
Eu não vi ainda
Ó nagozela não há terra como tu
No mundo temos por ti amor forte e profundo

Marcha que Nagozela dedicou a Santa Comba Dão (década de 60)

Cidade de Santa Comba
Terra do meu coração,
És um jardim das flores da margem do rio Dão

Com estas rosas doradas
Perfume de mangerico
Recebemos com prazer
O governo do destrito

O governo do destrito
Temos em consideração
Viva a câmara desta vila
Viva Santa Comba Dão

Vamos cantar em cessar
Nossas marchas e canções
Neste dia tão alegre
Quem o diz é o coração
Nossa lema é triunfar e cantar
Com mais valor

Só assim nós viveremos
A saudar com todo primor.

VIRA PARA SANTA COMBA DÃO

Ó vira de Santa Comba,
Como tu não há igual
És uma jardim das flores,
Deste nosso Portugal

Dancemos o vira com satisfação
Dancemos o vira em santa Comba dão
Dancemos o vira cachopa tão bela
Linda rapariga és de Nagozela

Quem te veio visitar
Ó Santa Comba tão bela
Foi o rancho flores do dão
Do povo de Nagozela

O brilho do alto sol (Também Hino – Hino de Nagozela)

O brilho do alto sol
E o perfume das flores
Juntaram-se nesta festa
Esta marcha a primor

O perfume das flores
E o valor que ela encerra,
Vamos saudar comp prazer
Nesta mui formosa terra.

Vamos cantar sem cessar,
Nossas marchas e canções
Nesta vida tão traidora e tão cheia de ilusões

Nosso lema é triunfar
e cantar com mui valor
só assim nós viveremos
a saudar com todo o prazer

Marcha principal do cortejo da inauguração do hospital de Santa Comba Dão

Como papoila surgindo
neste quadro encantador,
é mercido e conseguido
dar-lhe vida, dar-lhe cor

Cortejo do Hospital,
Por vós esta alagria,
No primeiro festival
A expressão genial
de filantropia

Que formoso amanhecer
A santa romaria
do bem do bem fazer.

Almas aquém devemos o nosso hospital
teus nomes não esquecemos
bem dito o devemos em honra de Portugal

Sua recordação para sempre
vive em nosso coração.

Cortejo do Hospital,
Por vós esta alagria,
No primeiro festival
A expressão genial
de filantropia

Que formoso amanhecer
A santa romaria
do bem do bem fazer.

Esse dever se deseja para sempre no caminho
Para que quando se veja,
Para quem quer que seja
Pedir auxílio e carinho.

Contente ali o temos
Para acudir ao nosso mal,
Festejaremos sempre o nosso hospital

Cortejo do Hospital,
Por vós esta alagria,
No primeiro festival
A expressão genial
de filantropia

Que formoso amanhecer
A santa romaria
do bem do bem fazer.

Quem dá aos pobres
Empresta a deus como é sabido
E desta festa também no resto
um grato dever comprido

Cortejo do Hospital,
Por vós esta alagria,
No primeiro festival
A expressão genial
de filantropia

Hospital todo branquinho,
Banhado pelo luar
Dá saúde a muita gente
em honras de Salazar.

Viras do ranho de Nagozela ( 1930) Desfolhadas da aldeia

As desfolhadas da aldeia são cheias de vida e cor,
Mesmo á luz da candeia,
Se inspiram versos de amor.

Ai desfolhadas, lindas desfolhadas,
Onde as raparigas vão todas lavadas. REFRÃO
Saem de casa, preparam-se bem,
Porque os seus amores lá esperam também.

Cantigas da nossa terra,
cheias de amor e beleza,
onde toda a gene encerra
esta aldeia portuguesa

Ai desfolhadas, lindas desfolhadas,
Onde as raparigas vão todas lavadas. REFRÃO
Saem de casa, preparam-se bem,
Porque os seus amores lá esperam também.
O cantador que cantou deu a sua despedida
A desfolhada acabou,
Rapazes e raparigas.

Vira dos vinhos

Cachos de uvas bem douradas
Que riqueza vos encerra,
Maduras e perfumadas
Das vinhas da nossa terra

Quando a uva está madura,
Quer se logo espremida,
Vagos da nossa doçura
Dos trabalhos desta vida

O vinho Maria dá-nos mais calor
Saúde, alegria, forças e vigor
O vinho Manel a prenda de Deus
Dá cá o espichel
Ora adeus adeus

E o nobre vinho do dão
Cor de cravo a sangrar tem assim certo condão
Que eu não sei decifrar

O vinho Maria dá-nos mais calor
Saúde, alegria, forças e vigor
O vinho Manel a prenda de Deus
Dá cá o espichel
Ora adeus adeus

Nota: espichel – para tirar o vinho na pipa

Pedi-te um beijo menina

Pedi-te um beijo menina
Sem haver má intenção
Um beijo qualquer um dá RAPAZES A CANTAR
Só tu a mim é que não

Dar um beijo,
deus me livre
já sou a quase mulher RAPARIGAS A CANTAR
depois posso corar
e depois ninguém me quer

Um beijo é lindo sendo dos teus
Que nos transporta lá cima ao céu
Vai ocultando esse desejo
Porque é maldade pedir um beijo


Canção da malha do milho

Nós que somos os malhadores,
Malhamos espigas a eito Rapazes a cantar
Já que andamos á três dias
e não vemos nada feito

Nós que somos as erguideiras
Esperamos vosso trabalho Raparigas a cantar
Nós estamos esperando
Que vocês batam o malho

Ó Nagozela, terra de encanto
Terra adorada que eu amo tanto
As desfolhadas deixam fadigas
Trocam-se abraços com as raparigas

Vamos todos ao rio Mondego ( canção que se cantava na lavoura)

Ai vamos todos ao rio Mondego,
Rio Mondego vamos passear
Mas eu não quero
Que a madrugada
Seja alvorada para não faltar

Adeus, ó areais de Coimbra
Adeus, pedras do rio dão
Adeus olhos que foram meus
Ó ai agora de quem serão.

Ó andorinha ligeira ( canção que se cantava na lavoura)

Ó andorinha ligeira,
no bico leva a flor
Eu passava a noite inteira
a falar ao meu amor

A falar ao meu amor,
a falar á minha amada
Ó andorinha ligeira,
no bico leva a geada

A louça na cantareira ( nos largos da aldeia, numa roda)

A louça na cantareira está sempre ao delindimdim,
assim é o meu amor
quando está ao pé de mim.

Quando está ao pé de mim
Quando para mim está a falar,
A louça na cantareira está sempre ao delindimdar

A ribeira

Já não volto á ribeira,
ó ribeira ó ribeirinha
Já não volto á ribeira,
essa pena é a minha

Essa pena é a minha,
essa mesma é que eu tenho
Já não volto á ribeira,
ainda agora de lá venho
Inda agora de lá venho
Já lá faz muito calor
Empresta-me o teu chapéu
antoninho meu amor

Antoninho lindo eras
Quando eras pequenino
Agora estás desmaiado
Como a flor do rosmaninho

A Moreira melindrosa ( a sachar o milho)

A Moreira melindrosa
Atira-me cá com um ramo
O meu amor é teimoso
Duram-lhe as teimas um ano

Duram-lhe as teimas um ano
Quem há-de fazer as pazes
Faço as eu a mais ele
Com ramo de saudades

Quadras dirigidas aos namorados

Quem me dera agora ver
Quem me agora aqui lembrou
Ó amor da minha alma
Que tão longe de ti estou
A tua boca é tão linda
Os teus olhos lindos são

Estás bem longe meu amor
Mas perto do coração
Os amores ao longe esquecem
Nessa fita não vou eu
O meu amor está lá longe
Mas ele ainda não me esqueceu

Pensavas que eu te queria,
Olha o engano do mundo
O meu coração navega
Noutro pocinho mais fundo

Julgavas que eu por me rir
Que já me tinhas não mão
O meu rir é traiçoeiro
Engana o teu coração

Trocas-te aí por outra
e eu bem sei que me trocaste
______________________
Quanto na troca ganhas-te

O meu amor ontem á noite
Pela porta me passou
Por causa das faladeiras
Nem o chapéu me tirou.

Ó meu amor vai e vêm,
Á vinda vêm por aqui
Que eu abaixarem meus olhos
E farei que os teus não vi

Num troco velho mirrado
Escrevi o nome teu
Ao escrever tão lindo nome
O troco reverdeceu

Ó minha caninha verde
Partida em nó em nó
Minhas falas são para todos
Á amizade para ti só
Tenho um lenço de beijinhos
Meu amor para ti dar
Com quatro nós de ciúmes
Sem os poder desatar

Com o A se escreve a Amor
Com R Recordação
Com __ que eu trago no coração

Ó amor procura agrado,
Não procures formosura
Uma mulher sem agrado
É pior que a noite escura

Á amoreiras que dão amoras
Á outras que as não dão
Á amores que são leais
Á outros que o não são

A minha intercedora
Gosta daquilo que é meu
Fala com ele na rua
Quem dorme com ele sou eu

Quando se zangavam os namorados

O meu amor é um torto
Das pernas um aleijado
Um nariz é um moncozo
Dos olhos arremelados

Ó meu amor vai a merda
não digas ninguém
só quero que tu saibas
o gosto que a merda têm

Ai a moda da carrasquinha

Ai a moda da carrasquinha,
ai é uma moda excelente,
ai quando põe o joelho em terra,
é dar vivas a toda agente,

Ó Matilde secóde a saia,
Ó Matilde a levanta o braço,
vai derroda dá-me um beijinho,
vai de roda dá me um abraço.

A sobreira descascada

A sobreira descascada,
E a pele tirada,
E não tem dor,
Levam-na para o estrangeiro,
Rende dinheiro e tem valor.

Canção tão linda,
Lindas cantigas
Que as raparigas
Formam canções

E alegremente
sempre contente
para alegrarem os corações

Digam todos meus senhores
nossos valores qual valem mais
se é a sobreira na serra
e as oliveiras nos olivais

Olhá a sobreira gananciosa
quer fazer guerra comigo agora
e a reçadoira está encabada
para corta a cabeça fora.

O rouxinol da madruga

O rouxinol da madruga corre ligeiro,
Pela ramada
Também eu corro só para te ver
Não te encontrei o minha amada

São tão claras estas cantigas
São tão alegres as canções
Quem as escuta
Os caçadores
Quem tem amores
Ilusões.

Violeta florida

Violeta florida
Quem me dera a tua cor
No peito do meu amor
Tudo certo certo certo

E agora é que vai ao meio,
É um regalo na vida
Ir com amor ao passeio

Ir com o amor ao passeio
Ir com o amor passeir
Quem me dera ser solteiro
para contigo casar.

Seguimos a nossa marcha
Com perfume
Ou regibó

Vivam todos rapazes
Raparigas do Eiró
Seguimos a nossa marcha
Que é tão linda e tão bela
Vivam todos meus senhores
Viva, viva Nagozela

Fiz a cama ao velho

Fiz a cama ao velho,
Com lençóis de linho
O ladrão do velho,
Pediu-me um beijinho
Ai pediu-me um beijinho,
Ai pediu-me um beijinho,
Fiz a cama ao velho com lençóis de linho

O meu velho velho
O meu velho russo
Quemaram-te as barbas
Cheiras ao chamusco
Ai cheiras ao chamusco
O meu velho velho
O meu velho russo

O meu velho velho
O meu velho barbado
Queimaram-te as barbas
Cheiras ao queimado
Ai cheiras ao queimado
O meu velho velho
O meu velho barbado

Minha terra, ó minha terra

Minha terra, ó minha terra
Minha terra onde eu nasci,
Foste feita numa cruz
Terra mais linda eu não vi

És um primor de uma mora encantada,
Ó minha terra, ó minha amada
És um primor de uma mora encantada.

Nós vimos aqui trazer
as nossas saudações
com prazer e alegria
E os afectos,
todos os nossos corações.
Haja alegria, amor e união
Haja neste lindo coração
Haja alegria que é tão bela
Haja alegria em Nagozela

Ai estas é que são as saias

Ai estas é que são as saias
Ai estas saias é que são
São cantadas e bailadas
Ai na noite de S. João

Ai meninas cantai balai,
Ai guardai o que vosso é
Ai as que não cantam nem bailão
Ai tão bem lhe escorrega o pé
Ai aqui neste terreirinho
Ai sapatos se adem romper
Ai o sapateiro é pobre,
Ajudai-o a viver.

Ai estas é que são as saias
Ai estas saias é que são
São cantadas e bailadas
Ai na noite de S. João

Pavão, ó real pavão

Pavão, ó real pavão
Que lindas penas
O pavão tem
O que lindos olhos
Tem o meu amor
O que lindos olhos
o meu amor tem

Inda ontem
A meia noite
Ouvi cantar e chorei
Lembrei-me da mocidade
Que tão novinha deixei

Primavera tem lindas flores
São bonitas, mas não são iguais
Primavera vai e volta sempre
Mocidade vai e não volta mais.

Pavão, ó real pavão
Que lindas penas
O pavão tem
O que lindos olhos
Tem o meu amor
O que lindos olhos
o meu amor tem

Se o mar tivesse varandas
Eu ia te ver ao brazil
Como o mar não tem varandas
Diz-me amor por onde hei-de ir

Toma lá, dá cá,

Toma lá, dá cá,
Dá-cá, toma lá
E o meu coração
Arrecada-o lá

Como o mar não tem varandas
Vou-te lá ver de avião
Vou-te ver lavar a roupa
Nas pedras do rio dão

Vou-te lá ver de avião
Vou-te la ver de barco á vela
Vou-te ver lavar a roupa
Na aldeia de Nagozela

Toma lá, dá cá,
Dá-cá, toma lá
E o meu coração
Arrecada-o lá


O verde gaio

O verde gaio é meu,
Que me custou bom dinheiro
Custou-me quatro vintães
Lá no rio de Janeiro

Lá-lá Lará lá-lá
Lá-lá Lará lá-lá

Encontrei o verde gaio
Ao pe da água que corre
O verde gaio me disse
Quem tem amores não dorme

Quem tem amores não dorme,
Quem os não tem adormece
Eu não trocava o meu sono
Por trinta amores que tivesse

Encontrei o verde gaio
No meio do salgueiral
E o verde gaio me disse
Que não éramos leais

Lá-lá Lará lá-lá
Lá-lá Lará lá-lá

Anda daí vem comigo

Anda daí vem comigo
Ó rosa branca, singela
Vem ver dançar as tricanas
Do povo de nagozela

Do povo de Nagozela
Onde não mora a trsiteza
Nagozela é um jardim
Cheio de encanto e beleza

Ò eleio para que te eleaste
No mais alto acipreste
Eu também ma alearia
Se o meu amor cá estivesse

O Maneio

De onde são estas meninas
De onde são, de onde serão
Do povo de Nagozela
Da margem do rio dão
Ai agora é que eu me maneio
é que me maneio
é que me maneio
nos braços do amor
não á que haver receio.

Rompe e Gasga de nagozela

Viva, Viva
Viva o rompe e rasga,
Viva a rua do eiró
Viva, viva nagozela
Viva, eu que de lá sou

Viva o rompe e rasga
que lindo que é
tem moças formosas
e lírios ao pé
na dança e no canto
tem doce magia
viva o rompe e rasga
prazer e alegria

De onde são estas meninas
De onde são, de onde serão,
São todas de Nagozela,
Da margem do rio dão

Alegra-te ó nagozela

Alegra-te ó nagozela
Já te podes alegrar
As moças que aí faltavam
Elas aí vão chegar

Arregaça pum-pum

Arregaça pum-pum
Arregaça
Arregaça o teu vestido
Arregaça pum-pum
Arregaça

As calças ao teu marido
Não quero amores
De fora
Cheiram á palha queimada
Quero amores da minha terra
Que é coisa mais delicada

Arregaça pum-pum
Arregaça
Arregaça o teu vestido
Arregaça pum-pum
Arregaça

Musicas de Natal:

Entrai, entrai pastores

Truz truz quem é que vem aí
É um grupo de pastores
que chegou agora aqui

Entrai entrai pastores
Por este portão sagrado
Vinde de ver o deus menino
Numas palhinhas deitado

Truz truz quem é que vem aí
É um grupo de pastores
que chegou agora aqui

Quadra

Ó meu menino Jesus
Minha tão linda flor
Vós sois tão pequenino
Mas tão alto senhor

Ó meu menino Jesus
Ó meu menino tão belo
Só voz quiseste nascer
Na noite do caramelo

Ó meu menino Jesus
Quem te deu o chapéu branco
Foi a minha avó Santanta
No domingo do espírito Santo

Ó meu menino Jesus
que fazeis no pinheiral
Ando apanhar as pinhas
Para a noite de natal

Para recitar:

Chove chuva
Raia o sol
No mês de Dezembro frio
Longe canta o rouxinol
Cantigas ao desafio
Pelas mais humildes partes
Cheira a sangue de Jesus
Brilha no ar
Estandartes
De Jesus morto na cruz

Eu que sou a criancinha
Que nada sabe da vida
Mas sei por ventura minha
Que Jesus me dá guarida

E neste frio de Dezembro
Onde o natal nos aquece
Eu sinto-me tenra, tenra
Feliz com a minha prece

Canto Deus com Humildade
Pois que bem humilde foi
Sinto por ele a saudade
Que não mata mas que dói

E eu que sou tão pequenina
Vejo a aure-la da paz
Meu Jesus, Jesus
Menino, Jesus
Homem, Rapaz

Brilham luzes, soam cantos
E pelas ruas da terra
Corre rios, dos encantos
Que a tua vida encerra

Meu Jesus é o natal
Meu Jesus é o amor
Meu Jesus é Portugal
Que te leva no andor

Namorei uma donzela
Chamada Amélia da Conceição
Agora por causa dela
Vou ver as grades de uma prisão

Namorei-a e enganeia
Mas o pai dela não sabia
Eu ia dormir com ela
Porque a mão dela consentia

Musicas de bailes nos largos

Ó luar da lameirosa

Ó luar da lameirosa
Tu és um belo luar
O luar da meirosa
Tu és um belo luar

E amanha por estas horas
Heide eu estar a namorar
E heide eu estar a namorar
Está o cravo ao pé da rosa

Tu és um belo luar
Ó luar da lameirosa

Meninas amai o cocho

Meninas amai o cocho
E o chocho também se ama
É um regalo na vida
Ir aos saltinhos para a cama

Ir aos saltinhos para a cama
Ó que chitas ou que lindas chitas
Com seu raminho no meio
Quando vejo, quando vejo
Certas moças todo meu ciricuteio

Meninas amai o cocho
E o chocho também se ama
É um regalo na vida
Ir aos saltinhos para a cama

O Pião Ligeirinho

Anda o Pião ligeirinho
Sempre na roda a girar
Também eu ando tontinha
Você só para me amar

Para que te zangas comigo
Se eu atrás de ti heide andar
Já nasci com este destino
E até morrer te heide amar

Agora vamos ao meio

Agora vamos ao meio
Raparigas da nossa aldeia
Mostremos a nossa renda
E a nossa mínima meia

Mostremos o nosso calção
E o nosso pendelicado
E o nosso corpinho bem feito
E o amor é desejado

E o meu amor e o teu
Andam naquela ribeira
O meu anda á erva doce
E o teu á erva cidreira

Agora vamos ao meio
Raparigas da nossa aldeia
Mostremos a nossa renda
E a nossa mínima meia

O maçãzinha do alto

O maçãzinha do alto
Da mais alta macieira
Se te deixas enganar
Já não achas quem te queira

Já não achas quem te queira
O meu amor anda anda.
Vamos nós para o mar largo
Formamos uma varanda

Formamos uma varanda
Formamos um varandim
Ó meu amor de tão longe
Quem te dera ao pé de mim

Toma lá colchetes de ouro
E aparta-me o coletinho
Coração que é de nós ambos
Quer-se sempre apertadinho

O maçãzinha do alto
Da mais alta macieira
Se te deixas enganar
Já não achas quem te queira

Vai uma linha de ferro

Vai uma linha de ferro
Que atravessa o Carregal
Que dizem os maquenistas
Estrada nova não vai mal

Estrada nova não vai mal
Estrada nova não vai bem
Vai uma linha de ferro
Que atravessa Santarém

Trocaste me amim por outra
E eu sei bem que me trocas-te
Eu só queria saber na troca
Quanto ganhas-te

Vai uma linha de ferro
Que atravessa o Carregal
Que dizem os maquenistas
Estrada nova não vai mal

O meu amor é padeiro

O meu amor é padeiro
ó ai
traz a cara enfarinhada
ó ai
traz a cara enfarinhada

Os beijos sabem-me o pão
O ái
Não posso comer mais nada
Ó ai
Não posso comer mais nada

Ó laré vai te embora
Ó laré diz me adeus
Ó laré vai te embora
Teus olhos são meus

Teus olhos são meus
Não os dês a ninguém
Ó la-ré
Vai-te embora
Adeus, ó meu bem

Ò António, Ò António, Ò antonio
Ó vadio
Caís-te da ponte a baixo
Foste beber água ao rio

Foste beber água ao rio
Ás pedrinhas de lavar´
Ò António, Ò António,
Onde-te eu fui namorar

Cravo rocho á janela
É sinal de casamento
Tira o cravo e põe a rosa
Que o casar ainda têm tempo.

Rancho

Beijos ardentes

Beijos ardentes, lindas cantigas
Pousam nos lábios das raparigas
por nagozela, dos pavilhões
Trocam-se beijos, em tentações

Nossas cantigas douradas
São rosários de alegria
Que a nossa boca desfia
Pelo noite perfumada

A tristeza não têm par
Anda na roda perdida
E a cantar se passa a vida
Morre-se bem a cantar

O videira dá me cacho

O videira dá me cacho
E ó cacho dá me um baguinho
Dá-me cá tu um abraço
Que eu te darei um beijinho

Chora a videira, ó videirinha
Chora a videira ó rosa minha
Chora a videira e torna a chorar
Pelo teu amor que se vai andar

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